terça-feira, 5 de julho de 2011

Sagrados Maquinistas do Tempo!




Poeira D’água! Magnífico grupo da cidade de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Uma das minhas paixões musicais, a qual tive a honra de acompanhar desde o início. Fundadores do Poeira D’água: Faustho Terra Tupy (Voz, Violão e Guitarra), Lutte Oliveira (Voz, Violão, Ukelele, Guitarra, Viola Caipira, Berimbau e Bandolim), João Felipe Velloso (Voz, Bateria e Percussão), Sérvulo Sotto (Baixo) e Jorge Maravilha (Percussão).


Um breve resumo da história da banda

A banda iniciou em 2008, quando Faustho entregou uma "demo" para Moraes Moreira, com composições que misturavam MPB, Rock & Roll Clássico, Soul Music e música folclórica brasileira, além de muitos outros elementos. Canções gravadas com voz e violão.
Moraes elogiou as músicas e o incentivou a levar este trabalho pra frente. A energia e as palavras de Moraes, inspiraram Faustho - apaixonadíssimo pelos Novos Baianos - a formar uma banda para mostrar sua música.  O nome escolhido foi "Poeira D'água", em homenagem à outra grande paixão e influência de Faustho, o Clube da Esquina. Poeira D'água, é o nome de uma linda cachoeira do interior de Minas Gerais.
Depois uniram-se a Faustho, Lutte Oliveira,  João Felipe Velloso e Sérvulo Sotto - músicos de longa estrada - e o som começou a ser lapidado, misturando as diversas influências de todos, além das vozes, almas, violão, guitarra, berimbau, bateria, viola caipira, bandolim, baixo etc, e, principalmente, muita personalidade e verdade no som... Muito amor de alma pela música.
A primeira vez que a banda apresentou um show inteiro foi em Setembro de 2010,  no Festival Música do Mundo, que aconteceu de 8 a 12 de Setembro em Três Pontas/Minas Gerais, terra dos mestres Milton Nascimento e Wagner Tiso. Nesse mesmo festival ocorreram shows desses dois mestres e de outras grandes influências como Gilberto Gil, o cubano Pablo Milanès, 14 Bis e Sá & Guarabyra.
Na realidade foram feitas pequenas apresentações de apenas duas músicas,  ao vivo antes do citado festival. A primeiríssima foi "Um Bilhete pra Moraes", composição de Faustho em homenagem ao Moraes Moreira e aos Novos Baianos, tendo como público o próprio Moraes e outras pouquíssimas pessoas.




A segunda foi  “O Maquinista do Tempo”, de autoria de Faustho, arranjada e executada pelo Poeira D’água. Essa música foi selecionada entre as 386 músicas inscritas, no Festival Estudantil de MPB de Campos dos Goytacazes, estando entre as 12 finalistas. Foi apresentada no dia 25/09/09, na Fundação Teatro Municipal Trianon e premiada no citado Festival.
A banda continua lutando para fazer Arte - música no sentido sagrado da palavra! - e está aos poucos gravando seu primeiro disco, na estrada do artista independente e resistente desse Brasil, abençoado por Deus e lindo por Natureza, que traz essa riqueza cultural grandiosa, eterna estando muito além das massificação cultural, dos jabás etc e talz. É como diz o Faustho: “Continuaremos unindo nossa Arte a este Universo e a todos  que sabem a força poderosa que ela tem, feita com alma. Arte que renova, revoluciona e ilumina nossas almas”.


Conheci o Faustho há uns três ou quatro anos numa rede social e foi grande amizade à primeira vista... ou primeiro clique! Trocamos muitas ideias sobre a vida e sobre música, trocamos muitos sons... Um dia o Faustho comentou comigo que tinha um grupo musical e que ali todos colocavam pra fora as diversas influências que tinham... E são muitas influências mesmo! O Faustho e todos integrantes do Poeira D’água são profundos conhecedores da música mundial, seres que não têm preconceitos e abraçam os melhores estilos e artistas que temos. Durante um tempo, o Faustho sumiu... Eu perguntei a ele o porquê disso e ele me disse que estava estudando muito... Até então, eu achava que ele estava estudando na faculdade ou para algum concurso público, mas, não, o cara estava dedicando as horas dos seus dias à música e neste tempo, o Poeira D’água estava se profissionalizando! Tenho muito orgulho disso! Não existe músico de verdade sem estudo! Os caras deste grupo provam isso e continuam se esforçando para conquistar o seu lugar, definitivamente! E eles terão o seu espaço e a consagração! E não será por sorte não... Será por merecimento!



1º Compacto Simples da Banda Poeira D'água


Alguns endereços:







Festival Serra Sons


Campanha para votação na Banda Poeira D'água para que possamos mostrar seu som! Recado do Faustho:
  
Por favor nos ajude, nós gostaríamos muito de ter a chance de mostrar nossa arte no Festival Serra Sons, e para isso precisamos ser votados, pedimos, por favor, que você vote em nós, seu voto é muito importante. Muitos amigos e amigas, pessoas que apóiam nossa arte, votaram em nós, o que agradecemos, de coração e alma, porém necessitamos de mais votos, para que possamos divulgar nossa arte nesse Festival maravilhoso, pedimos a quem puder nos dar uma força divulgando para seus amigos e amigas, é cadastrar o e-mail e votar no Poeira D'água, é muito simples e rápido
Cada e-mail só pode votar uma vez, pois votando-se mais de uma vez invalida-se o voto. É só registrar o e-mail no site, e marcar o quadrado ao lado do nome "Poeira D'água", seu voto é muito importante para nós.
Agradecemos a todos que votaram em nós e agradecemos desde de já a todos que votarão e divulgarão essa mensagem, para que possamos mostrar nossa arte, independente e resistente, feita com tanta luta e amor para todos vocês.


E para finalizar esta postagem, segue mais um vídeo do Poeira D’água. A música chama-se Sagrado. E, não é porque é a minha predileta não, mas, essa música é uma das coisas mais lindas que já ouvi na vida!



 
Beijo grande! Positivas, sempre!
Denise






terça-feira, 5 de abril de 2011

Amo carinho em forma de poesia e música!

Ahhh... Adoro quando meus amigos (sempre grandes amigos!) me homenageiam com poemas, letras e músicas! Uma delas, chamada "Ela", foi escrita pelo Vladimir Araújo e eu coloquei aqui neste blog, na descrição sobre mim. Tudo a ver! De uma sensibilidade e observação que só o Vlad mesmo! Foi musicada por mim e pelo meu grande parceiro de música Ronaldo Oliveira... um dia todos ouvirão!

A letra de música abaixo foi escrita por um querido amigo meu, o Jeferson, do Rio Grande do Sul! O Jeferson é um dos caras mais inteligentes e talentosos que conheço, além de ser um amigo muito carinhoso e bacana! A banda dele, Antídotto Base, é uma das melhores coisas que vem acontecendo nos últimos tempos! O caras usam muito bem a palavra para combater as agruras e insensibilidades desta famigerada sociedade da qual fazemos parte. Ouçam a Antídotto Base aqui. Vale a pena! Bem, segue a letra que o Jef escreveu pra mim:


De

Oh mulher,
eu nem te conheço direito,
mas com todo respeito,
vou lhe falar de todo o coração...

Oh mulher,
quando as nuvens negras choram
e os poetas imploram
que você não esqueça...

Que a vida é tão simples,
tão curta, tão sentida...
como se faz pra acalmar
a dor de uma ferida,
é de amor que eu faço
samba ou rock
toco a minha vida...
é de amor que eu faço
blues e soul
essa é a sua vida...

Nesse som,
nesse dia,
nessa vida,
tem sentido,
Nesse som,
nessa noite,
nessa vida,
você sorrindo,
Vens de onde
eu não sei
do teu sorriso é lindo
como a flor
que nasce
de pé um de Rock Rurais...


Jef, muitíssimo obrigada por este lindo presente! Aguardo ansiosamente esta música gravada!!! Olha, você é um amigo querido! Não estamos - ainda! - sintonizados pessoalmente, mas, tenha certeza de que nossos corações e almas estão ligados! Amizade é isso... Phoda-se o resto!


Um grande beijo! Positivas, sempre!

De

quinta-feira, 17 de março de 2011

Esse Carnaval Não Tem Fim

Agora é carnaval
E eu, como todo folião que dança na vida
Sem chances de, pelo menos, escolher a música,
Faço parte do bloco dos desesperados!
Represento o palhaço
Nesse circo dos horrores
Sem futuro,
Com esse crachá-corrente pendurado
E o ponto me esperando
Pra marcar minha participação no dia,
Minha agonia...
Tenho o tempo contado
Como o desfile marcado
Pelos estrondos da bateria regida
Às ordens do mestre da obra a concretizar
E os olhos imponentes do camarote assistem
O espetáculo da fantasia se rasgando,
Da maquiagem derretendo,
Da personagem chegando ao fim do romance,
Do capital humano se desfalecendo,
Se entregando, arriando na dispersão
No fim da pista, da linha...
Na portaria.
A caminhada até o barracão
No começo-fim do dia.
“Carnaval, carnaval...
Eu fico triste quando chega o carnaval.”

Denise Soares - 01/03/2007

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

“...nas imediações construídas pelos furacões...”

“Você pode ter lido um ou dois [poetas] e já sacar o que é poesia: que a poesia é um tipo de loucura qualquer. É uma linguagem que te pira um pouco, que meio te tira do eixo”

Ana C.


Eu, por ser um ser do sexo feminino e uma artista em formação, tenho verdadeira paixão e adoração por mulheres que criam. Todo o tipo de arte e criação... Da maternidade à música, da culinária à poesia...

Por mais incrível que isso possa parecer, ainda existe na mulher essa necessidade de autoafirmação e de sempre se mostrar capaz de tudo, pelo complexo fato de não se ter o reconhecimento devido e, principalmente, por sofrer com o machismo e o preconceito.

Tenho a felicidade de fazer parte de uma geração que tem grandes referências surgidas ao longo do tempo. Mulheres desbravadoras que abriram os meus caminhos provando que esse papo de sexo frágil é balela... E que me ensinaram a acreditar no poder que temos! Mas, falar da importância da mulher no mundo, além de ser “mais do mesmo”, exige uma superioridade intelectual que eu não tenho.

Meu pensamento, nestes últimos dias, está voltado a uma dessas minhas paixões e referências que tenho na vida e, como aqui é o meu espaço (que sempre divido com quem quiser!), vou explicitar o meu carinho e admiração por ela: Ana Cristina Cesar!




Ana Cristina César foi um dos grandes nomes da “poesia marginal” ou “poesia de mimeógrafo” dos anos 70. Teve um único livro publicado em vida (A Teus pés). Talvez, sua prematura morte tenha eternizado a sua obra... que ainda estava no início. Ana C. cometeu suicídio em 29 de Outubro de 1983, aos 31 anos. Pode-se, aqui, discutir os enigmas que levam grandes artistas como a nossa poetisa carioca em questão a cessarem suas vidas de maneira trágica. Mas, o que pode ter levado Ana C. a tomar tal atitude está em outra esfera, muito mais inalcançável e, no caso – e com todo respeito! -, menos importante do que a sua bela obra. Ler Ana Cristina César é se apaixonar! Esse privilégio pode ser de todos que, inacreditavelmente, ainda não a conhecem.

Abaixo segue um texto sensacional de Annita Costa Malufe. Delicie-se:



Ana C.:

"Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e
dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de
teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a
tua sonora forma de dar, e os outros corpos
que se deitam e se pisam, e as moscas
que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, o os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono."



“Angústia é fala entupida.”



“olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas”



"Ai que enjoo me dá o açúcar do desejo."




Ana Cristina Cesar é eterna em minha vida!

Beijo grande! Positivas, sempre!

Denise